A Philips mostrou, nesta quinta-feira, um painel interativo sensível ao toque. Além de funcionar como televisão, ele permite que o usuário evie e receba informações de um jeito muito próximo ao mostrado em filmes como Minority Report: simplesmente usando o movimento dos dedos.
Como a interface deixa de ser uma coisa meramente gráfica nesse novo painel da Philips, valorizam-se toques e movimentos que podem ampliar, distorcer e até animar as figuras na tela. Seguindo essa linha intuitiva, basta colocar o dedo na tela e mandar o que está na tela para a pessoa desejada, sem ter de ler e organizar listas enormes de e-mails. Os endereços eletrônicos, nesse caso, ficam armazenados junto com a própria foto.
Até o ato de escrever um bilhete deixa de ser uma tarefa comum. A tela é sensível aos toques da caneta, o que rende mensagens manuscritas, muito mais particulares do que os textos digitados no teclado.
Passando os dedos na tela e realizando simples movimentos como arrastar e colar, os usuários que hoje encontram dificuldades com itens como computadores e controles serão os grandes beneficiados com a novidade. É como se a tendência fosse eliminar controles, fios e o produto fizesse cada vez mais parte do organismo humano.
O painel foi mostrado pela Philips durante uma prévia da exposição The Simplicity, que será aberta ao público, em São Paulo, entre os dias 21 e 26 de abril. O painel ainda é um protótipo e, portanto, não tem preço ou previsão de comercialização.
Redação Terra
sábado, 19 de abril de 2008
Passageiro de avião já pode falar ao celular
Mariana Barbosa - Estadao
A tecnologia ainda precisa ser aprimorada e vai demorar para o serviço estar plenamente difundido, mas a permissão para o uso de celular a bordo dos aviões na Europa, na semana passada, já provoca polêmica.
A União Européia foi a primeira região do mundo a acabar com as restrições, que até então eram impostas com o argumento de que os sinais poderiam interferir nos equipamentos de bordo dos aviões. De acordo com os reguladores europeus, além de não provocar interferências, o celular pode servir como uma proteção contra o terrorismo. O maior problema, contudo, não são os terroristas, mas os passageiros tagarelas. O uso generalizado de celulares poderá acabar com um dos poucos refúgios públicos de tranqüilidade.
Mas, por enquanto, a preocupação é apenas européia. Nos Estados Unidos, o uso é proibido por dois órgãos reguladores: da aviação e de telecomunicação. No Brasil, também existe a proibição, mas a chegada do empresário David Neeleman, americano nascido no Brasil, ao mercado talvez possa acelerar a corrida tecnológica em céus nacionais. O fundador da JetBlue, que pretende lançar uma companhia no Brasil em janeiro do ano que vem, é um apaixonado por tecnologia. Os aviões da nova empresa, jatos E-195 da Embraer, serão equipados com um sistema de televisão ao vivo, disponível em monitores individuais em cada assento. A JetBlue foi a primeira companhia a oferecer esse serviço no mundo, em 2005. Hoje, a JetBlue está testando o uso de internet e de troca de e-mails em aparelhos como Blackberry.
A TAM diz que iniciou estudos para a implementação de telefonia celular e internet a bordo. “Estamos também em contato com as agências reguladoras das referidas áreas (Anac, de aviação, e Anatel, de telecomunicações) para discutir o assunto”, afirmou a empresa, por meio de sua assessoria.
A Gol ainda não tem planos de oferecer o serviço, mas pretende esperar o aprimoramento das tecnologias para fazer qualquer investimento. “A tecnologia está em processo de mutação e estamos em um momento de definição sobre qual será a melhor tecnologia para os próximos anos. É difícil prever quando vamos introduzir qualquer desses serviços”, disse o presidente da Gol, Constantino de Oliveira Junior, em uma entrevista recente ao Estado.
Na Europa, a AirFrance é a primeira companhia aérea européia a oferecer o serviço de telefonia, em parceria com uma empresa chamada OnAir, especializada em telefonia a bordo de aviões. Mas a companhia francesa está tendo o cuidado de testar a preferência do consumidor. Faz uma série de testes e pesquisas para saber se a preferência é apenas pelo serviço de texto ou se texto e voz.
Os testes começaram em dezembro. Por três meses, foi possível mandar e receber mensagens de texto e e-mails. No início de abril, começou a segunda fase, com o serviço de voz.
Para poder fazer ou receber chamadas, basta ao usuário ter acordos de roaming. A ligação é cobrada normalmente na conta do celular - e não sai barato. O minuto do roaming a 39 mil pés custa 3.
A Lufthansa decidiu que não pretende oferecer o serviço. A empresa disse que tomou a decisão após passageiros manifestarem claramente a insatisfação com a possibilidade de serem incomodados com a conversa no assento ao lado.
Para receber sinal em pleno vôo, os aviões precisam estar equipados com uma espécie de “mini torre” de celular, conectada a um satélite, que, por sua vez, fará a ligação com as redes terrestres. O comandante do vôo terá o poder de ligar e desligar o serviço quando achar necessário.
A tecnologia ainda precisa ser aprimorada e vai demorar para o serviço estar plenamente difundido, mas a permissão para o uso de celular a bordo dos aviões na Europa, na semana passada, já provoca polêmica.
A União Européia foi a primeira região do mundo a acabar com as restrições, que até então eram impostas com o argumento de que os sinais poderiam interferir nos equipamentos de bordo dos aviões. De acordo com os reguladores europeus, além de não provocar interferências, o celular pode servir como uma proteção contra o terrorismo. O maior problema, contudo, não são os terroristas, mas os passageiros tagarelas. O uso generalizado de celulares poderá acabar com um dos poucos refúgios públicos de tranqüilidade.
Mas, por enquanto, a preocupação é apenas européia. Nos Estados Unidos, o uso é proibido por dois órgãos reguladores: da aviação e de telecomunicação. No Brasil, também existe a proibição, mas a chegada do empresário David Neeleman, americano nascido no Brasil, ao mercado talvez possa acelerar a corrida tecnológica em céus nacionais. O fundador da JetBlue, que pretende lançar uma companhia no Brasil em janeiro do ano que vem, é um apaixonado por tecnologia. Os aviões da nova empresa, jatos E-195 da Embraer, serão equipados com um sistema de televisão ao vivo, disponível em monitores individuais em cada assento. A JetBlue foi a primeira companhia a oferecer esse serviço no mundo, em 2005. Hoje, a JetBlue está testando o uso de internet e de troca de e-mails em aparelhos como Blackberry.
A TAM diz que iniciou estudos para a implementação de telefonia celular e internet a bordo. “Estamos também em contato com as agências reguladoras das referidas áreas (Anac, de aviação, e Anatel, de telecomunicações) para discutir o assunto”, afirmou a empresa, por meio de sua assessoria.
A Gol ainda não tem planos de oferecer o serviço, mas pretende esperar o aprimoramento das tecnologias para fazer qualquer investimento. “A tecnologia está em processo de mutação e estamos em um momento de definição sobre qual será a melhor tecnologia para os próximos anos. É difícil prever quando vamos introduzir qualquer desses serviços”, disse o presidente da Gol, Constantino de Oliveira Junior, em uma entrevista recente ao Estado.
Na Europa, a AirFrance é a primeira companhia aérea européia a oferecer o serviço de telefonia, em parceria com uma empresa chamada OnAir, especializada em telefonia a bordo de aviões. Mas a companhia francesa está tendo o cuidado de testar a preferência do consumidor. Faz uma série de testes e pesquisas para saber se a preferência é apenas pelo serviço de texto ou se texto e voz.
Os testes começaram em dezembro. Por três meses, foi possível mandar e receber mensagens de texto e e-mails. No início de abril, começou a segunda fase, com o serviço de voz.
Para poder fazer ou receber chamadas, basta ao usuário ter acordos de roaming. A ligação é cobrada normalmente na conta do celular - e não sai barato. O minuto do roaming a 39 mil pés custa 3.
A Lufthansa decidiu que não pretende oferecer o serviço. A empresa disse que tomou a decisão após passageiros manifestarem claramente a insatisfação com a possibilidade de serem incomodados com a conversa no assento ao lado.
Para receber sinal em pleno vôo, os aviões precisam estar equipados com uma espécie de “mini torre” de celular, conectada a um satélite, que, por sua vez, fará a ligação com as redes terrestres. O comandante do vôo terá o poder de ligar e desligar o serviço quando achar necessário.
sexta-feira, 18 de abril de 2008
Lucro do Google pode estimular negociação Microsoft-Yahoo!
Danielle Chaves, da Agência Estado
SÃO PAULO - Os resultados melhores do que esperado apresentados na quinta-feira pelo Google podem estimular as negociações entre o Yahoo! e a Microsoft, mas analistas alertaram que não se deve extrair tantas informações das notícias do Google. No final de janeiro, a Microsoft fez uma oferta de US$ 42,5 bilhões pelo Yahoo!.
O surpreendente balanço do Google forneceu evidências de que o mercado para anúncios online permanece forte, apesar do enfraquecimento da economia norte-americana. Esse fato contradiz as declarações da Microsoft de que o valor do Yahoo! diminuiu em razão da economia mais fraca e de uma desaceleração nos negócios de publicidade online.
No entanto, analistas afirmam que não se deve fazer um paralelo entre o Google e o Yahoo! porque o Google possui um negócio de anúncios online muito mais forte e mais equilibrado geograficamente. A receita do Yahoo! é mais dependente do mercado norte-americano. "Eu não antecipo que o Yahoo! e a Microsoft terão resultados tão bons quanto os do Google. Há muito mais incertezas sobre o mercado de publicidade online", disse Rob Sanderson, analista da American Technology Research.
O balanço do Google foi divulgado apenas alguns dias antes de o Yahoo! anunciar seus resultados do primeiro trimestre, na terça-feira, e a Microsoft publicar o seu, na quinta. Além disso, na próxima sexta-feira acaba o prazo que a Microsoft deu ao Yahoo! para aceitar sua proposta.
SÃO PAULO - Os resultados melhores do que esperado apresentados na quinta-feira pelo Google podem estimular as negociações entre o Yahoo! e a Microsoft, mas analistas alertaram que não se deve extrair tantas informações das notícias do Google. No final de janeiro, a Microsoft fez uma oferta de US$ 42,5 bilhões pelo Yahoo!.
O surpreendente balanço do Google forneceu evidências de que o mercado para anúncios online permanece forte, apesar do enfraquecimento da economia norte-americana. Esse fato contradiz as declarações da Microsoft de que o valor do Yahoo! diminuiu em razão da economia mais fraca e de uma desaceleração nos negócios de publicidade online.
No entanto, analistas afirmam que não se deve fazer um paralelo entre o Google e o Yahoo! porque o Google possui um negócio de anúncios online muito mais forte e mais equilibrado geograficamente. A receita do Yahoo! é mais dependente do mercado norte-americano. "Eu não antecipo que o Yahoo! e a Microsoft terão resultados tão bons quanto os do Google. Há muito mais incertezas sobre o mercado de publicidade online", disse Rob Sanderson, analista da American Technology Research.
O balanço do Google foi divulgado apenas alguns dias antes de o Yahoo! anunciar seus resultados do primeiro trimestre, na terça-feira, e a Microsoft publicar o seu, na quinta. Além disso, na próxima sexta-feira acaba o prazo que a Microsoft deu ao Yahoo! para aceitar sua proposta.
Rio lidera crescimento da banda larga
RIO - O Rio de Janeiro deverá ser o primeiro Estado com banda larga disponível em todas as cidades.
A meta é integrar ao processo, até setembro deste ano, seis dos dez municípios da Baixada Fluminense: Nova Iguaçu, Duque de Caxias, São João de Meriti, Nilópolis, Mesquita e Queimados.
Os quatro municípios restantes da região - Japeri, Paracambi, Magé e Guapimirim - deverão estar com conexão à internet banda larga até o final de dezembro.
A informação foi dada hoje à Agência Brasil pelo coordenador do projeto, o professor Franklin Dias Coelho, da Universidade Federal Fluminense (UFF), após participar do seminário Digital Cities, no Rio.
O projeto foi aprovado em novembro do ano passado pelo governador Sérgio Cabral Filho. Franklin recordou que a experiência começou na cidade de Piraí. A partir daí, foi elaborado todo o projeto de integração digital para os 92 municípios fluminenses. A expectativa é que ele esteja concluído até 2010.
Hoje, revelou Franklin, Piraí é um município cujos prédios públicos são totalmente cobertos com sistema digital sem fio. A rede da cidade tem 520 quilômetros quadrados e todas as áreas urbanas e rurais são cobertas.
“Todas as escolas têm laboratórios e ambientes virtuais de aprendizagem. Ou seja, não é apenas um lugar de acesso à internet. Mas é um lugar de produção de conteúdo, no qual os professores e os alunos interagem”, salientou o professor.
Um segundo município do estado do Rio - Rio das Flores – já iniciou o processo de digitalização e tem 70% de cobertura, a maior parte na área urbana.
“O caminho construído pela experiência de Piraí está sendo trabalhado agora para o estado todo”, disse o coordenador do projeto. Para tanto, o Rio de Janeiro foi dividido em 15 regiões.
Segundo Franklin, o processo de preparação das licitações de equipamentos para o primeiro módulo do projeto na Baixada Fluminense já está em andamento. “Toda a arquitetura de rede está desenhada e agora vamos caminhar para o processo de implantação mais completo.”
Num primeiro momento, informou ele, os investimentos estão sendo feitos pelo governo estadual. O custo estimado da implantação da internet banda larga nos seis municípios da Baixada é de R$ 3 milhões. Ainda não foram definidas, acrescentou o professor, as regiões que serão atendidas pelo projeto em 2009.
De acordo com Franklin, já há negociações para participação do governo federal no projeto. “Certamente há a intenção do governo federal de apoiar o projeto”. Essa parceria, assinalou, poderá começar neste ano.
Franklin destacou que o projeto Cidades Digitais é uma ação do estado do RJ, e não de governo. “Não pode ficar restrito a uma gestão”. Por ser estratégico, ressaltou, o projeto exige o envolvimento das prefeituras.
O professor da UFF salientou ainda que é preciso criar condições para o andamento do projeto. Entre elas, citou a gestão de rede, o desenvolvimento de conteúdo, a capacitação de professores e a integração com projetos pedagógicos nas escolas. “Ele não é um projeto tecnológico. A base é tecnológica. Mas ele é um projeto que cria uma nova dinâmica nas cidades”.
Na avaliação de Franklin, o recente acordo firmado entre o governo e as operadoras de telefonia fixa para instalação de backhauls, ou troncos de infra-estrutura de rede banda larga, em todos os municípios brasileiros, vai facilitar o processo. “O acordo é complementar e não tem a abrangência do projeto”.
A transformação do Rio de Janeiro no primeiro estado totalmente digitalizado do país é factível, disse Franklin.
Observou, porém, que a concretização dessa meta vai exigir capacidade operacional e agilidade do próprio estado. Não se trata, segundo o professor, de apenas digitalizar. “Mas fazer, principalmente, com que ele [Rio de Janeiro] se torne um estado inteligente”.
Agência Brasil
A meta é integrar ao processo, até setembro deste ano, seis dos dez municípios da Baixada Fluminense: Nova Iguaçu, Duque de Caxias, São João de Meriti, Nilópolis, Mesquita e Queimados.
Os quatro municípios restantes da região - Japeri, Paracambi, Magé e Guapimirim - deverão estar com conexão à internet banda larga até o final de dezembro.
A informação foi dada hoje à Agência Brasil pelo coordenador do projeto, o professor Franklin Dias Coelho, da Universidade Federal Fluminense (UFF), após participar do seminário Digital Cities, no Rio.
O projeto foi aprovado em novembro do ano passado pelo governador Sérgio Cabral Filho. Franklin recordou que a experiência começou na cidade de Piraí. A partir daí, foi elaborado todo o projeto de integração digital para os 92 municípios fluminenses. A expectativa é que ele esteja concluído até 2010.
Hoje, revelou Franklin, Piraí é um município cujos prédios públicos são totalmente cobertos com sistema digital sem fio. A rede da cidade tem 520 quilômetros quadrados e todas as áreas urbanas e rurais são cobertas.
“Todas as escolas têm laboratórios e ambientes virtuais de aprendizagem. Ou seja, não é apenas um lugar de acesso à internet. Mas é um lugar de produção de conteúdo, no qual os professores e os alunos interagem”, salientou o professor.
Um segundo município do estado do Rio - Rio das Flores – já iniciou o processo de digitalização e tem 70% de cobertura, a maior parte na área urbana.
“O caminho construído pela experiência de Piraí está sendo trabalhado agora para o estado todo”, disse o coordenador do projeto. Para tanto, o Rio de Janeiro foi dividido em 15 regiões.
Segundo Franklin, o processo de preparação das licitações de equipamentos para o primeiro módulo do projeto na Baixada Fluminense já está em andamento. “Toda a arquitetura de rede está desenhada e agora vamos caminhar para o processo de implantação mais completo.”
Num primeiro momento, informou ele, os investimentos estão sendo feitos pelo governo estadual. O custo estimado da implantação da internet banda larga nos seis municípios da Baixada é de R$ 3 milhões. Ainda não foram definidas, acrescentou o professor, as regiões que serão atendidas pelo projeto em 2009.
De acordo com Franklin, já há negociações para participação do governo federal no projeto. “Certamente há a intenção do governo federal de apoiar o projeto”. Essa parceria, assinalou, poderá começar neste ano.
Franklin destacou que o projeto Cidades Digitais é uma ação do estado do RJ, e não de governo. “Não pode ficar restrito a uma gestão”. Por ser estratégico, ressaltou, o projeto exige o envolvimento das prefeituras.
O professor da UFF salientou ainda que é preciso criar condições para o andamento do projeto. Entre elas, citou a gestão de rede, o desenvolvimento de conteúdo, a capacitação de professores e a integração com projetos pedagógicos nas escolas. “Ele não é um projeto tecnológico. A base é tecnológica. Mas ele é um projeto que cria uma nova dinâmica nas cidades”.
Na avaliação de Franklin, o recente acordo firmado entre o governo e as operadoras de telefonia fixa para instalação de backhauls, ou troncos de infra-estrutura de rede banda larga, em todos os municípios brasileiros, vai facilitar o processo. “O acordo é complementar e não tem a abrangência do projeto”.
A transformação do Rio de Janeiro no primeiro estado totalmente digitalizado do país é factível, disse Franklin.
Observou, porém, que a concretização dessa meta vai exigir capacidade operacional e agilidade do próprio estado. Não se trata, segundo o professor, de apenas digitalizar. “Mas fazer, principalmente, com que ele [Rio de Janeiro] se torne um estado inteligente”.
Agência Brasil
Endereços de IP podem acabar em três anos
Para muitos executivos de indústrias, essa é uma notícia alarmante: os endereços de IP, utilizados para identificação de máquinas em redes como a internet, podem se esgotar em três anos.
A solução, segundo relataram companhias de tecnologia no site Network World, seria o uso do IPv6 (a versão 6 do protocolo IP), mais abrangente que o IPv4, sistema utilizado atualmente, que suporta 4 bilhões de endereços.
Entre as vantagens do uso da nova versão do protocolo, estão o espaço de endereçamento com tamanho de 128 bits, qualidade e maior variedade de serviços, melhor criptografia de dados e maior mobilidade, como pode ser lido na Wikipédia.
Na Conferência Mundial do IPv6 em Pequim neste ano, profissionais trataram a situação como uma crise, e não como um evento previsto de mercado, como relatou o site The Inquirer, o que pode indicar que a transposição para o IPv6 deve acontecer de maneira apressada e pouco controlada.
O governo dos Estados Unidos da América determinou que todas as suas agências federais devem oferecer suporte ao protocolo IPv6 até 2008. Em entrevista, Sandeep Singhal, diretor da rede Windows da Microsoft, disse que companhias estão perdendo tempo, pois deveriam estar desenvolvendo softwares para IPv6 desde já.
Geek
A solução, segundo relataram companhias de tecnologia no site Network World, seria o uso do IPv6 (a versão 6 do protocolo IP), mais abrangente que o IPv4, sistema utilizado atualmente, que suporta 4 bilhões de endereços.
Entre as vantagens do uso da nova versão do protocolo, estão o espaço de endereçamento com tamanho de 128 bits, qualidade e maior variedade de serviços, melhor criptografia de dados e maior mobilidade, como pode ser lido na Wikipédia.
Na Conferência Mundial do IPv6 em Pequim neste ano, profissionais trataram a situação como uma crise, e não como um evento previsto de mercado, como relatou o site The Inquirer, o que pode indicar que a transposição para o IPv6 deve acontecer de maneira apressada e pouco controlada.
O governo dos Estados Unidos da América determinou que todas as suas agências federais devem oferecer suporte ao protocolo IPv6 até 2008. Em entrevista, Sandeep Singhal, diretor da rede Windows da Microsoft, disse que companhias estão perdendo tempo, pois deveriam estar desenvolvendo softwares para IPv6 desde já.
Geek
quinta-feira, 17 de abril de 2008
Rio quer ser primeiro estado com internet em todos os municípios, diz professor
Agência Brasil
RIO - O Rio de Janeiro caminha para se tornar o primeiro estado totalmente digital do país. A meta é integrar ao processo Rio Digital, até setembro deste ano, seis dos dez municípios da Baixada Fluminense: Nova Iguaçu, Duque de Caxias, São João de Meriti, Nilópolis, Mesquita e Queimados. Os quatro municípios restantes da região - Japeri, Paracambi, Magé e Guapimirim - deverão estar com conexão à internet banda larga até o final de dezembro.
A informação foi dada nesta quinta-feira, pelo coordenador do projeto, o professor Franklin Dias Coelho, da Universidade Federal Fluminense (UFF), após participar do seminário "Digital Cities", no Rio.
O projeto foi aprovado em novembro do ano passado pelo governador Sérgio Cabral Filho. Franklin recordou que a experiência começou na cidade de Piraí. A partir daí, foi elaborado todo o projeto de integração digital para os 92 municípios fluminenses. A expectativa é que ele esteja concluído até 2010.
Hoje, revelou Franklin, Piraí é um município cujos prédios públicos são totalmente cobertos com sistema digital sem fio. A rede Piraí Digital tem 520 quilômetros quadrados e todas as áreas urbanas e rurais são cobertas.
- Todas as escolas têm laboratórios e ambientes virtuais de aprendizagem. Ou seja, não é apenas um lugar de acesso à internet. Mas é um lugar de produção de conteúdo, no qual os professores e os alunos interagem - salientou o professor.
Um segundo município do estado do Rio - Rio das Flores - já iniciou o processo de digitalização e tem 70% de cobertura, a maior parte na área urbana.
- O caminho construído pela experiência de Piraí está sendo trabalhado agora para o estado todo - disse o coordenador do projeto.
Para tanto, o Rio de Janeiro foi dividido em 15 regiões. Segundo Franklin, o processo de preparação das licitações de equipamentos para o primeiro módulo do projeto na Baixada Fluminense já está em andamento.
- Toda a arquitetura de rede está desenhada e agora vamos caminhar para o processo de implantação mais completo.
Num primeiro momento, informou ele, os investimentos estão sendo feitos pelo governo estadual. O custo estimado da implantação da internet banda larga nos seis municípios da Baixada é de R$ 3 milhões. Ainda não foram definidas, acrescentou o professor, as regiões que serão atendidas pelo projeto em 2009.
De acordo com Franklin, já há negociações para participação do governo federal no projeto.
- Certamente há a intenção do governo federal de apoiar o projeto.
Essa parceria, assinalou, poderá começar neste ano. Franklin destacou que o projeto Cidades Digitais é uma ação do estado do RJ, e não de governo.
- Não pode ficar restrito a uma gestão.
Por ser estratégico, ressaltou, o projeto exige o envolvimento das prefeituras. O professor da UFF salientou ainda que é preciso criar condições para o andamento do projeto. Entre elas, citou a gestão de rede, o desenvolvimento de conteúdo, a capacitação de professores e a integração com projetos pedagógicos nas escolas.
- Ele não é um projeto tecnológico. A base é tecnológica. Mas ele é um projeto que cria uma nova dinâmica nas cidades.
Na avaliação de Franklin, o recente acordo firmado entre o governo e as operadoras de telefonia fixa para instalação de backhauls, ou troncos de infra-estrutura de rede banda larga, em todos os municípios brasileiros, vai facilitar o processo.
- O acordo é complementar e não tem a abrangência do projeto.
A transformação do Rio de Janeiro no primeiro estado totalmente digitalizado do país é factível, disse Franklin. Observou, porém, que a concretização dessa meta vai exigir capacidade operacional e agilidade do próprio estado. Não se trata, segundo o professor, de apenas digitalizar.
- Mas fazer, principalmente, com que ele [Rio de Janeiro] se torne um estado inteligente.
RIO - O Rio de Janeiro caminha para se tornar o primeiro estado totalmente digital do país. A meta é integrar ao processo Rio Digital, até setembro deste ano, seis dos dez municípios da Baixada Fluminense: Nova Iguaçu, Duque de Caxias, São João de Meriti, Nilópolis, Mesquita e Queimados. Os quatro municípios restantes da região - Japeri, Paracambi, Magé e Guapimirim - deverão estar com conexão à internet banda larga até o final de dezembro.
A informação foi dada nesta quinta-feira, pelo coordenador do projeto, o professor Franklin Dias Coelho, da Universidade Federal Fluminense (UFF), após participar do seminário "Digital Cities", no Rio.
O projeto foi aprovado em novembro do ano passado pelo governador Sérgio Cabral Filho. Franklin recordou que a experiência começou na cidade de Piraí. A partir daí, foi elaborado todo o projeto de integração digital para os 92 municípios fluminenses. A expectativa é que ele esteja concluído até 2010.
Hoje, revelou Franklin, Piraí é um município cujos prédios públicos são totalmente cobertos com sistema digital sem fio. A rede Piraí Digital tem 520 quilômetros quadrados e todas as áreas urbanas e rurais são cobertas.
- Todas as escolas têm laboratórios e ambientes virtuais de aprendizagem. Ou seja, não é apenas um lugar de acesso à internet. Mas é um lugar de produção de conteúdo, no qual os professores e os alunos interagem - salientou o professor.
Um segundo município do estado do Rio - Rio das Flores - já iniciou o processo de digitalização e tem 70% de cobertura, a maior parte na área urbana.
- O caminho construído pela experiência de Piraí está sendo trabalhado agora para o estado todo - disse o coordenador do projeto.
Para tanto, o Rio de Janeiro foi dividido em 15 regiões. Segundo Franklin, o processo de preparação das licitações de equipamentos para o primeiro módulo do projeto na Baixada Fluminense já está em andamento.
- Toda a arquitetura de rede está desenhada e agora vamos caminhar para o processo de implantação mais completo.
Num primeiro momento, informou ele, os investimentos estão sendo feitos pelo governo estadual. O custo estimado da implantação da internet banda larga nos seis municípios da Baixada é de R$ 3 milhões. Ainda não foram definidas, acrescentou o professor, as regiões que serão atendidas pelo projeto em 2009.
De acordo com Franklin, já há negociações para participação do governo federal no projeto.
- Certamente há a intenção do governo federal de apoiar o projeto.
Essa parceria, assinalou, poderá começar neste ano. Franklin destacou que o projeto Cidades Digitais é uma ação do estado do RJ, e não de governo.
- Não pode ficar restrito a uma gestão.
Por ser estratégico, ressaltou, o projeto exige o envolvimento das prefeituras. O professor da UFF salientou ainda que é preciso criar condições para o andamento do projeto. Entre elas, citou a gestão de rede, o desenvolvimento de conteúdo, a capacitação de professores e a integração com projetos pedagógicos nas escolas.
- Ele não é um projeto tecnológico. A base é tecnológica. Mas ele é um projeto que cria uma nova dinâmica nas cidades.
Na avaliação de Franklin, o recente acordo firmado entre o governo e as operadoras de telefonia fixa para instalação de backhauls, ou troncos de infra-estrutura de rede banda larga, em todos os municípios brasileiros, vai facilitar o processo.
- O acordo é complementar e não tem a abrangência do projeto.
A transformação do Rio de Janeiro no primeiro estado totalmente digitalizado do país é factível, disse Franklin. Observou, porém, que a concretização dessa meta vai exigir capacidade operacional e agilidade do próprio estado. Não se trata, segundo o professor, de apenas digitalizar.
- Mas fazer, principalmente, com que ele [Rio de Janeiro] se torne um estado inteligente.
TV paga disputa clientes com maior e menor poder de compra
Renata de Freitas, da Reuters
SÃO PAULO - No espaço de uma semana, Net e TVA, duas das maiores operadoras de TV por assinatura do país, anunciaram produtos para consumidores de alta renda. Mas ambas brigam também na ponta inferior da cadeia de poder de compra, com oferta de pacotes de serviços inferiores a R$ 50.
O diretor de produtos e serviços da Net Serviços, Márcio Carvalho, argumenta que a estratégia comercial da empresa não pode se restringir a uma ponta ou outra. "A gente está crescendo onde tem espaço", afirmou, mencionando a classe C como o segmento com mais potencial.
Principal operadora de TV paga do Brasil, com 46% do mercado, a Net busca aproveitar o momento de crescimento do poder aquisitivo para garantir ocupação maior da sua rede de cabos. A rede passa hoje por nove milhões de domicílios em 79 cidades, sendo que 6 milhões desses têm cabos bidirecionais, permitindo serviços de banda larga e TV digital.
Mas a ocupação dessa rede é ainda de 40%, já que a Net tem 2,4 milhões de assinantes de TV paga. Carvalho recusou-se a divulgar uma meta para a ocupação da rede, mas disse que a média na Europa, que se repete entre as classes A e B atendidas pela Net, é de 70% a 80%.
De olho no consumidor que tem renda familiar de mil reais e passou a comprar computador e a contratar conexão residencial com a Web, a Net se propôs a oferecer este ano pacote de serviços combinados de TV, telefonia IP e Internet rápida - o chamado "triple play" - por R$ 39,90.
Essa oferta está sendo contestada pela Telefônica, sócia da TVA, no Conselho Nacional de Auto-regulamentação Publicitária (Conar). Uma decisão deve sair na quinta-feira, segundo Carvalho. No ano passado, o Conar havia acatado representação da Net contra propaganda da Telefônica.
O que chamou de "mudança significativa" da Net, avançando sobre um "um público onde não conseguia atuar", é o que tem incomodado a concorrência, na avaliação do executivo. E ele fez um alerta: "A TVA não vai jogar sozinha. Tudo o que eles fizerem, vamos olhar."
Além de ter uma oferta de R$ 49,90 por um pacote de 42 canais para quem contratar banda larga, a TVA disputa com a Net o consumidor de alto poder aquisitivo em São Paulo.
Na semana passada, a TVA anunciou serviços de TV baseados no protocolo Internet (IPTV) sobre a rede de fibra ótica da Telefônica no sofisticado bairro dos Jardins. Nesta quarta-feira, a Net apresentou equipamento de gravação de imagens em alta definição, o HD Max.
"A nossa é a melhor oferta para a área dos Jardins", afirmou Carvalho em entrevista. O lançamento está previsto para as próximas semanas também em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro.
O equipamento é importado do México, onde é produzido pela Cisco, via Miami. Uma fatia não divulgada dos investimentos de R$ 750 milhões previstos pela Net para o ano será colocada nessa importação. Parte do equipamento é subsidiada, mas ainda assim o HD Max será fornecido em comodato mediante adesão de R$ 799 dividida em 10 vezes.
O usuário terá que pagar também uma mensalidade de R$ 19,90 pelo serviço de gravação. Alternativamente, no entanto, pode assinar pacotes de serviços combinados, com esses custos incluídos, por valores que começam em R$ 399. A Net também anunciou um canal próprio de filmes em alta definição e negocia com a HBO.
Às 16h27, as ações da Net exibiam alta expressiva de 6,56%, cotadas a R$ 19,50. No mesmo horário, o Ibovespa registrava valorização de 2,51%.
SÃO PAULO - No espaço de uma semana, Net e TVA, duas das maiores operadoras de TV por assinatura do país, anunciaram produtos para consumidores de alta renda. Mas ambas brigam também na ponta inferior da cadeia de poder de compra, com oferta de pacotes de serviços inferiores a R$ 50.
O diretor de produtos e serviços da Net Serviços, Márcio Carvalho, argumenta que a estratégia comercial da empresa não pode se restringir a uma ponta ou outra. "A gente está crescendo onde tem espaço", afirmou, mencionando a classe C como o segmento com mais potencial.
Principal operadora de TV paga do Brasil, com 46% do mercado, a Net busca aproveitar o momento de crescimento do poder aquisitivo para garantir ocupação maior da sua rede de cabos. A rede passa hoje por nove milhões de domicílios em 79 cidades, sendo que 6 milhões desses têm cabos bidirecionais, permitindo serviços de banda larga e TV digital.
Mas a ocupação dessa rede é ainda de 40%, já que a Net tem 2,4 milhões de assinantes de TV paga. Carvalho recusou-se a divulgar uma meta para a ocupação da rede, mas disse que a média na Europa, que se repete entre as classes A e B atendidas pela Net, é de 70% a 80%.
De olho no consumidor que tem renda familiar de mil reais e passou a comprar computador e a contratar conexão residencial com a Web, a Net se propôs a oferecer este ano pacote de serviços combinados de TV, telefonia IP e Internet rápida - o chamado "triple play" - por R$ 39,90.
Essa oferta está sendo contestada pela Telefônica, sócia da TVA, no Conselho Nacional de Auto-regulamentação Publicitária (Conar). Uma decisão deve sair na quinta-feira, segundo Carvalho. No ano passado, o Conar havia acatado representação da Net contra propaganda da Telefônica.
O que chamou de "mudança significativa" da Net, avançando sobre um "um público onde não conseguia atuar", é o que tem incomodado a concorrência, na avaliação do executivo. E ele fez um alerta: "A TVA não vai jogar sozinha. Tudo o que eles fizerem, vamos olhar."
Além de ter uma oferta de R$ 49,90 por um pacote de 42 canais para quem contratar banda larga, a TVA disputa com a Net o consumidor de alto poder aquisitivo em São Paulo.
Na semana passada, a TVA anunciou serviços de TV baseados no protocolo Internet (IPTV) sobre a rede de fibra ótica da Telefônica no sofisticado bairro dos Jardins. Nesta quarta-feira, a Net apresentou equipamento de gravação de imagens em alta definição, o HD Max.
"A nossa é a melhor oferta para a área dos Jardins", afirmou Carvalho em entrevista. O lançamento está previsto para as próximas semanas também em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro.
O equipamento é importado do México, onde é produzido pela Cisco, via Miami. Uma fatia não divulgada dos investimentos de R$ 750 milhões previstos pela Net para o ano será colocada nessa importação. Parte do equipamento é subsidiada, mas ainda assim o HD Max será fornecido em comodato mediante adesão de R$ 799 dividida em 10 vezes.
O usuário terá que pagar também uma mensalidade de R$ 19,90 pelo serviço de gravação. Alternativamente, no entanto, pode assinar pacotes de serviços combinados, com esses custos incluídos, por valores que começam em R$ 399. A Net também anunciou um canal próprio de filmes em alta definição e negocia com a HBO.
Às 16h27, as ações da Net exibiam alta expressiva de 6,56%, cotadas a R$ 19,50. No mesmo horário, o Ibovespa registrava valorização de 2,51%.
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